EMBALOS DE SÁBADO Naquela manhã de um sábado quente, Mirella chegou esbaforida em casa. Depois de correr seus quilômetros diários, precisou subir as escadas do prédio já que o elevador mais uma vez resolveu emperrar. Não quis esperar o síndico para consertar aquela geringonça ultrapassada que, paralisado à sua frente, só servia para atrasar seu dia. Ainda era cedo e pretendia faxinar o apartamento como sempre fazia aos sábados. Ao adentrar foi direto para a área de serviço onde tirou os tênis deixando-os no parapeito da janela para arejar e, em seguida as meias, colocando-as no cesto de roupa suja. Sensação gostosa essa de liberar os pés. Já na cozinha, abriu a geladeira e sorveu enormes goles de água no gargalo da garrafa que a esperava, oferecida, naquela prateleira vazia de seu refrigerador. Isso a fez lembrar que precisava fazer compras. Enrolou os cabelos torcendo-os e os prendeu com uma presilha. Pegou o material de limpeza foi até a sala e coloc...